terça-feira, 25 de junho de 2013

Papa falta a concerto de gala e constrange religiosos.

O não comparecimento do papa Francisco a um concerto em que ele teria sido o convidado de honra enviou outro sinal claro de que ele fará as coisas à sua maneira e de que não gosta do estilo de vida luxuoso do Vaticano.
O concerto de gala de música clássica, no sábado, foi agendado antes de sua eleição, em março. Mas a poltrona papal branca, erguida na suposição de que ele estaria ali, permaneceu vazia.
Minutos antes do início do concerto, um arcebispo disse à plateia, composta de cardeais e dignitários italianos, que "um compromisso urgente que não podia ser adiado" impediu a presença de Francisco.
Giampiero Sposito/Reuters
Poltrona papal branca permanece vazia em concerto de gala; ausência do papa causou constrangimento entre religiosos
Poltrona papal branca permanece vazia em concerto de gala; ausência do papa causou constrangimento entre religiosos
Os prelados, assegurados de que a saúde não foi o motivo para o não comparecimento, pareceram desorientados, percebendo que a mensagem que ele queria enviar era a de que, com a Igreja em crise, ele --e talvez eles-- tinha trabalhos pastorais demais para comparecer a eventos sociais.
"Pegou-nos de surpresa", disse uma fonte do Vaticano na segunda-feira. "Ainda estamos em um período de adaptação. Ele ainda está aprendendo a ser papa e nós ainda estamos aprendendo o modo como ele quer fazer isso", disse.
"Na Argentina, eles provavelmente sabiam que não deveriam organizar eventos sociais como concertos para ele porque ele provavelmente não iria", disse a fonte, que falou sob anonimato porque não está autorizada a discutir a questão.
A imagem da cadeira vazia foi utilizada por vários jornais, com o "Corriere della Sera" na segunda-feira descrevendo sua decisão como "uma demonstração de força" para ilustrar o estilo simples que quer que as autoridades eclesiásticas adotem.
Desde a sua eleição, em 13 de março, Francisco, o ex-cardeal Jorge Bergoglio da Argentina, não passou uma única noite nos opulentos e espaçosos apartamentos papais.
Ele preferiu viver em uma pequena suíte em uma movimentada pousada do Vaticano, onde faz a maioria das refeições em um salão de jantar comunitário e reza a missa todas as manhãs na capela da pousada, em vez de na capela privada do papa no Palácio Apostólico.
Na véspera do concerto, Francisco disse que os bispos deveriam ser "próximos do povo" e não ter "a mentalidade de um príncipe".
No sábado, enquanto o concerto acontecia em um auditório a poucos metros de distância, Francisco supostamente trabalhava em novas nomeações para a Cúria, a problemática administração central do Vaticano.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Oração Oficial do JMJ! Nós estaremos lá!

Oficial

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.

Amém! 


Nota da CNBB: "Ouvir o clamor que vem das ruas"


cnbblogoOs bispos manifestam "solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens". A presidência da CNBB apresentou a Nota em entrevista coletiva e o documento foi aprovado na reunião do Conselho Permanente concluída na manhã desta sexta-feira, 21 de junho.
Leia a Nota:
Ouvir o clamor que vem das ruas
Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.
Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”
Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.
O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.
Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!
Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.
Brasília, 21 de junho de 2013
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora

12º Domingo do Tempo Comum [23 de junho de 2013]
CREMOS EM JESUS?
[Lc 9,18-24]
tome sua cruzO terceiro evangelho [Lucas] narra uma grande caminhada de Jesus para Jerusalém. Em breve [13º Domingo] a liturgia vai trazer o início desta caminhada. Para realizarem o discipulado seus seguidores devem reconhecer sua identidade como o Messias, Filho de Deus, e colocarem-se corajosos e confiantes em seu seguimento até à cruz.
No relato deste domingo notamos três aspectos que compõem este texto: 1º Após a oração, um diálogo messiânico com os discípulos. 2º A predição da paixão. 3º Um convite ao seguimento radical.
Em primeiro lugar notamos que, no evangelho de Lucas, Jesus sempre toma as decisões depois de um encontro profundo e amoroso com o Pai. Ao perguntar aos seus discípulos sobre a compreensão que tinham dele, ele o fez depois de um momento orante. Essa relação de intimidade de Jesus com o Pai nos ajuda a perceber a necessidade que temos de realizar, com frequência, esse encontro. Particularmente nos momentos decisivos de nossa história. Sem ele nossa vida cai no vazio, na falta de sentido, e no desvio do cumprimento da vontade do Pai.
Depois, notamos nesse diálogo, uma confusão na compreensão da identidade de Jesus. Nos relatos dos domingos anteriores [Lc 7,11-17; 7,36 – 8,3] vimos a busca de identificar Jesus com “o Profeta”: “Um grande profeta apareceu no meio de nós”, e ainda: “Se este homem fosse um profeta, saberia...”. Hoje o relato diz que alguns identificavam Jesus com “algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Por aí se vê, claramente, o desejo de encontrarem aquele “Profeta” prometido [Dt 18,15].
Para nossa alegria Pedro reconhece em Jesus de Nazaré o “Cristo de Deus”. Ele é mais do que um profeta. Nele o Pai se revela, mostrando ao mundo sua bondade e ternura.
Nossa grande dificuldade é a de assumir Jesus de Nazaré como nosso Senhor. Dizer que acreditamos nele e que recorremos a ele nas necessidades é fácil. Mas será que ele é mesmo o centro de nossas celebrações e reuniões? Nossa vida, nossas atitudes revelam o rosto de Jesus?
Em segundo lugar lemos no evangelho a predição da paixão do Senhor. Os discípulos ainda não tinham entendido a missão de Jesus. Concebiam a Jesus como um líder político que iria livrar a Palestina das garras do poder romano. Jesus quer mostrar-lhes que será rejeitado por parte da liderança político-religiosa do Israel de então. Sua fidelidade incondicional ao Pai vai custar-lhe alto preço. Mas está disposto a enfrentar o sofrimento e a morte para resgatar a humanidade do poder do mal. Encara livremente a realidade de cruz.
O terceiro elemento do relato de hoje está associado ao segundo: a dimensão da cruz. O discípulo de Jesus não estará isento da cruz. Não há como colocar-se no seguimento de Jesus sem disposição de deixar para trás um modo de vida egoísta, ganancioso, acomodado. Podemos até chamar a Jesus de Mestre. Mas isso não fará nenhum sentido se não nos comportarmos como discípulos seus. O discipulado cristão exige um despojamento constante e uma perseverante atitude de conversão cotidiana: “Tomar a cruz a cada dia”.
“Confessamo-lo abertamente como Deus e Senhor nosso, mas às vezes Ele não significa quase nada nas atitudes que inspiram nossa vida. Por isso, é bom ouvir sinceramente sua pergunta: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Na realidade, quem é Jesus para nós? Que lugar ele ocupa em nossa vida diária?” [Pe. Antônio Pagola, O caminho aberto por Jesus, p. 150].
Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN
MANHUMIRIM, MG

domingo, 16 de junho de 2013

Bolsa Família, outro ponto de vista!

Bolsa Família enfraquece o coronelismo e rompe cultura da resignação, diz socióloga
ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO

Dez anos após sua implantação, o Bolsa Família mudou a vida nos rincões mais pobres do país: o tradicional coronelismo perde força e a arraigada cultura da resignação está sendo abalada.
A conclusão é da socióloga Walquiria Leão Rego, 67, que escreveu, com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, "Vozes do Bolsa Família" (Editora Unesp, 248 págs., R$ 36). O livro será lançado hoje, às 19h, na Livraria da Vila do shopping Pátio Higienópolis. No local, haverá um debate mediado por Jézio Gutierre com a participação do cientista político André Singer e da socióloga Amélia Cohn.
Durante cinco anos, entre 2006 e 2011, a dupla realizou entrevistas com os beneficiários do Bolsa Família e percorreu lugares como o Vale do Jequitinhonha (MG), o sertão alagoano, o interior do Maranhão, Piauí e Recife. Queriam investigar o "poder liberatório do dinheiro" provocado pelo programa.
Aproveitando férias e folgas, eles pagaram do próprio bolso os custos das viagens. Sem se preocupar com estatística, a pesquisa foi qualitativa e baseada em entrevistas abertas.
Professora de teoria da cidadania na Unicamp, Rego defende que o Bolsa Família "é o início de uma democratização real" do país. Nesta entrevista, ela fala dos boatos que sacudiram o programa recentemente e dos preconceitos que cercam a iniciativa: "Nossa elite é muito cruel", afirma.
Folha - Como explicar o pânico recente no Bolsa Família? Qual o impacto do programa nas regiões onde a sra. pesquisou?
Walquiria Leão Rego - Enorme. Basta ver que um boato fez correr um milhão de pessoas. Isso se espalha pelos radialistas de interior. Elas [as pessoas] são muito frágeis. Certamente entraram em absoluto desespero. Poderia ter gerado coisas até mais violentas. Foi de uma crueldade desmesurada. Foi espalhado o pânico entre pessoas que não têm defesa. Uma coisa foi a medida administrativa da CEF (Caixa Econômica Federal). Outra coisa é o que a policia tem que descobrir: onde começou o boato. Fiquei estupefata. Quem fez isso não tem nem compaixão. Nossa elite é muito cruel. Não estou dizendo que foi a elite, porque seria uma leviandade.
Como assim?
Tem uma crueldade no modo como as pessoas falam dos pobres. Daí aparecem os adolescentes que esfaqueiam mendigos e queimam índios. Há uma crueldade social, uma sociedade com desigualdades tão profundas e tão antigas. Não se olha o outro como um concidadão, mas como se fosse uma espécie de sub-humanidade. Certamente essa crueldade vem da escravidão. Nenhum país tem mais de três séculos de escravidão impunemente.
Qual o impacto do Bolsa Família nas relações familiares?
Ocorreram transformações nelas mesmas. De repente se ganha uma certa dignidade na vida, algo que nunca se teve, que é a regularidade de uma renda. Se ganha uma segurança maior e respeitabilidade. Houve também um impacto econômico e comercial muito grande. Elas são boas pagadoras e aprenderam a gerir o dinheiro após dez anos de experiência. Não acho que resolveu o problema. Mas é o início de uma democratização real, da democratização da democracia brasileira. É inaceitável uma pessoa se considerar um democrata e achar que não tenha nada a ver com um concidadão que esteja ali caído na rua. Essa é uma questão pública da maior importância.
O Bolsa Família deveria entrar na Constituição?
A constitucionalização do Bolsa Família precisava ser feita urgentemente. E a renda tem que ser maior. Esse é um programa barato, 0,5% do PIB. Acho, também, que as pessoas têm direito à renda básica. Tem que ser uma política de Estado, que nenhum governo possa dizer que não tem mais recurso. Mas qualquer política distributiva mexe com interesses poderosos.
A sra. poderia explicar melhor?
Isso é histórico. A elite brasileira acha que o Estado é para ela, que não pode ter esse negócio de dar dinheiro para pobre. Além de o Bolsa Família entrar na Constituição, é preciso ter outras políticas complementares, políticas culturais específicas. É preciso ter uma escola pensada para aquela população. É preciso ter outra televisão, pois essa é a pior possível, não ajuda a desfazer preconceitos. É preciso organizar um conjunto de políticas articuladas para formar cidadãos.
A sra. quer dizer que a ascensão é só de consumidores?
As pessoas quando saem desse nível de pobreza não se transformam só em consumidores. A gente se engana. Uma pesquisadora sobre o programa Luz para Todos, no Vale do Jequitinhonha, perguntou para um senhor o que mais o tinha impactado com a chegada da luz. A pesquisadora, com seu preconceito de classe média, já estava pronta para escrever: fui comprar uma televisão. Mas o senhor disse: 'A coisa que mais me impactou foi ver pela primeira vez o rosto dos meus filhos dormindo; eu nunca tinha visto'. Essa delicadeza... a gente se surpreende muito.
O que a surpreendeu na sua pesquisa?
Quando vi a alegria que sentiam de poder partilhar uma comida que era deles, que não tinha sido pedida. Não tinham passado pela humilhação de pedi-la; foram lá e compraram. Crianças que comeram macarrão com salsicha pela primeira vez. É muito preconceituoso dizer que só querem consumir. A distância entre nós é tão grande que a gente não pode imaginar. A carência lá é tão absurda. Aprendi que pode ser uma grande experiência tomar água gelada.
Li que a sra. teria apurado que o Bolsa Família, ao tornar as mulheres mais independentes, estava provocando separações, uma revolução feminina. Mas não encontrei isso no livro. O que é fato?
É só conhecer um pouco o país para saber que não poderia haver entre essas mulheres uma revolução feminista. É difícil para elas mudar as relações conjugais. Elas são mais autônomas com a Bolsa? São. Elas nunca tiveram dinheiro e passaram a ter, são titulares do cartão, têm a senha. Elas têm uma moralidade muito forte: compram primeiro a comida para as crianças. Depois, se sobrar, compram colchão, televisão. É ainda muito difícil falar da vida pessoal. Uma ou outra me disse que tinha vontade de se separar. Há o problema de alcoolismo. Esses processos no Brasil são muito longos. Em São Paulo é comum a separação; no sertão é incomum. A família em muitos lugares é ampliada, com sogra, mãe, cunhado vivendo muito próximos. Essa realidade não se desfaz.
Mas há indícios de mudança?
Indícios, sim. Certamente elas estão falando mais nesse assunto. Em 2006, não queriam falar de sentimentos privados. Em 2011, num povoado no sertão de Alagoas, me disseram que tinha havido cinco casos de separação. Perguntei as razões. Uma me disse: 'Aquela se apaixonou pelo marido da vizinha'. Perguntei para outra. Ela disse: 'Pensando bem, acho que a bolsa nos dá mais coragem'. Disso daí deduzir que há um movimento feminista, meu deus do céu, é quase cruel. Não sei se dá para fazer essa relação tão automática do Bolsa com a transformação delas em mulheres mais independentes. Certamente são mais independentes, como qualquer pessoa que não tinha nada e passa a ter uma renda. Um homem também. Mas há censuras internas, tem a religião. As coisas são muito mais espessas do que a gente imagina.
O machismo é muito forte?
Sim. E também dentro delas. Se o machismo é muito percebido em São Paulo, imagina quando no chamado Brasil profundo. Lá, os padrões familiares são muito rígidos. É comum se ouvir que a mulher saiu da escola porque o pai disse que ela não precisava aprender. Elas se casam muito cedo. Agora, como prevê a sociologia do dinheiro, elas estão muito contentes pela regularidade, pela estabilidade, pelo fato de poderem planejar minimamente a vida. Mas eu não avançaria numa hipótese de revolução sexual.
O Bolsa Família mexeu com o coronelismo?
Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome dela, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro.
E a questão eleitoral?
O coronel perdeu peso porque ela adquiriu uma liberdade que não tinha. Não precisa ir ao prefeito. Pode pedir uma rua melhor, mas não comida, que era por ai que o coronelismo funcionava. Há resíduos culturais. Ela pode votar no prefeito da família tal, mas para presidente da República, não.
Esses votos são do Lula?
São. Até 2011, quando terminei a pesquisa, eram. Quando me perguntam por que Lula tem essa força, respondo: nunca paramos para estudar o peso da fala testemunhal. Todos sabem que ele passou fome, que é um homem do povo e que sabe o que é pobreza. A figura dele é muito forte. O lado ruim é que seja muito personalizado. Mas, também, existe uma identidade partidária, uma capilaridade do PT.
Há um argumento que diz que o Bolsa Família é como uma droga que torna o lulismo imbatível nas urnas. O que a sra. acha?
Isso é preconceito. A elite brasileira ignora o seu país e vai ficando dura, insensível. Sente aquele povo como sendo uma sub-humanidade. Imaginam que essas pessoas são idiotas. Por R$ 5 por mês eles compram uma parabólica usada. Cheguei uma vez numa casa e eles estavam vendo TV Senado. Perguntei o motivo. A resposta: 'A gente gosta porque tem alguma coisa para aprender'.
No livro a sra. cita muitos casos de mulheres que fizeram laqueadura. Como é isso?
O SUS (Sistema Único de Saúde) está fazendo a pedido delas. É o sonho maior. Aliás, outro preconceito é dizer que elas vão se encher de filhos para aumentar o Bolsa Família. É supor que sejam imbecis. O grande sonho é tomar a pílula ou fazer laqueadura.
A sra. afirma que é preconceito dizer que as pessoas vão para o Bolsa Família para não trabalhar. Por quê?
Nessas regiões não há emprego. Eles são chamados ocasionalmente para, por exemplo, colher feijão. É um trabalho sem nenhum direito e ganham menos que no Bolsa Família. Não há fábricas; só se vê terra cercada, com muitos eucaliptos. Os homens do Vale do Jequitinhonha vêm trabalhar aqui por salários aviltantes. Um fazendeiro disse para o meu marido que não conseguia mais homens para trabalhar por causa do Bolsa Família. Mas ele pagava R$ 20 por semana! O cara quer escravo. Paga uma miséria por um trabalho duro de 12, 16 horas, não assina carteira, é autoritário, e acha que as pessoas têm que se submeter a isso. E dizem que receber dinheiro do Estado é uma vergonha.
Há vontade de deixar o Bolsa Família?
Elas gostariam de ter emprego, salário, carteira assinada, férias, direitos. Há também uma pressão social. Ouvem dizer que estão acomodadas. Uma pesquisa feita em Itaboraí, no Rio de Janeiro, diz que lá elas têm vergonha de ter o cartão. São vistas como pobres coitadas que dependem do governo para viver, que são incapazes, vagabundas. Como em "Ralé", de Máximo Gorki, os pobres repetem a ideologia da elite. A miséria é muito dura.
A sra. escreve que o Bolsa Família é o inicio da superação da cultura de resignação? Será?
A cultura da resignação foi muito estudada e é tema da literatura: Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego. Ela tem componente religioso: 'Deus quis assim'. E mescla elementos culturais: a espera da chuva, as promessas. Essa cultura da resignação foi rompida pelo Bolsa Família: a vida pode ser diferente, não é uma repetição. É a hipótese que eu levanto. Aparece uma coisa nova: é possível e é bom ter uma renda regular. É possível ter outra vida, não preciso ver meus filhos morrerem de fome, como minha mãe e minha vó viam. Esse sentimento de que o Brasil está vivendo uma coisa nova é muito real. Hoje se encontram negras médicas, dentistas, por causa do ProUni (Universidade para Todos). Depois de dez anos, o Bolsa Família tem mostrado que é possível melhorar de vida, aprender coisas novas. Não tem mais o 'Fabiano' [personagem de "Vidas Secas"], a vida não é tão seca mais.

"VOZES DO BOLSA FAMÍLIA"
AUTOR Walquiria Leão Rego e Alessandro Pinzani
EDITORA Editora Unesp
QUANTO R$ 36 (248 págs.)
LANÇAMENTO hoje, às 19h, na Livraria da Vila - Shopping Higienópolis (av. Higienópolis, 618; tel. 0/xx/11/3660-0230) 
11º Domingo do Tempo Comum [16 de junho de 2013]
PECADO, PERDÃO E PRECONCEITO
[Lc 7,36 – 8,3]
woman anointing Jesus feet 346x391 scaled croppAntes de tudo é preciso ressaltar que Lucas dá grande destaque, em seu evangelho, à misericórdia de Deus e às mulheres, dentre outros. E o evangelho deste domingo quer visibilizar esse perdão de Deus que transcende toda fraqueza e pecado humanos. Também destaca as mulheres como constituintes do grupo dos discípulos.
O relato do evangelho deste domingo nos permite refletir sobre três elementos presentes nas nossas relações com Deus e com os irmãos: o pecado, o perdão de Deus, o preconceito.
O evangelho mostra que Jesus não tinha medo de pessoas mal-afamadas. Naquela atitude da pecadora que chora a seus pés, esconde-se o mistério do amor de Deus. A mulher mostrou muito amor porque encontrou grande perdão.
O pecado: é a recusa do amor e da comunhão com Deus. É recusar-se a amar. E traz como consequência a desagregação do ser humano e da sociedade. Deus é a fonte de vida. Ora, recusar-se a acolher o amor de Deus é desprezar a fonte de vida. A consequência disso é a morte, cujo sinal é a morte física. Os males que nos cercam como a violência, a corrupção, o tráfico de drogas e de seres humanos, a coisificação da pessoa, a ganância, da dominação do outro, a traição, a mentira, a exploração irresponsável da Mãe Terra são realidades de pecado que traz em seu interior a destruição, a dor, a tristeza, o desencanto, a morte.
O perdão: o evangelho de hoje vem nos mostrar que Jesus veio para destruir o pecado e fazer brotar vida nova. Ao acolher aquela mulher pecadora na casa de Simão, o fariseu, Jesus deixa transparecer o rosto misericordioso do Pai. E aqui é preciso notar um aspecto muito importante do relato de hoje: o perdão de Deus precede o amor humano. Aquela mulher amou muito porque se sentiu perdoada, amada por Deus. Não se pode entender o perdão de Deus como resposta ao amor humano, mas pelo contrário, o amor que o ser humano manifesta a Deus revela sua acolhida ao perdão do Pai. O ser perdoado é motivo mais forte para amar mais a Deus. “São amigos de Deus aqueles que reconhecem diante de Deus sua dívida de amor e dele recebem a remissão. Então, abrir-se-ão em gestos de gratidão, semelhantes ao gesto da pecadora” [Pe. J. Konings].
O preconceito: é outro elemento que precisa ser considerado no relato de hoje. Vejam que aquele fariseu [portanto, religioso observante] lançou sobre aquela mulher um olhar de terrível preconceito. “Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora’”.
O preconceito é um dos grandes males da sociedade e da Igreja. Olhamos a pessoa por fora, pelos rótulos que lhe foram colocados. Temos imensa dificuldade em lançar um olhar de profundidade como o de Jesus. Custa-nos ver as pessoas além das aparências. Jesus enxergava a alma da pessoa. Ainda que estivesse tomada pelo mal, Jesus procurava compreender, tomar pela mão e ajudar a se erguer.
Quando nos lembramos das mulheres prostituídas, então sim, pesa mesmo um olhar preconceituoso. A sociedade as discrimina e condena. O mesmo faz a Igreja, com raras exceções. São usadas como objeto por grandes e pequenos. Há gente graúda, cheia de dinheiro e de poder, às vezes muito religiosas até, que se valem das mulheres como mercado para satisfazerem a seus caprichos e desejos desordenados. Depois as jogam na sarjeta do preconceito e do desamparo. A respeito delas escreve Pe. Pagola: “Estas mulheres enganadas e escravizadas, submetidas a toda sorte de abusos, aterrorizadas para mantê-las dominadas, muitas sem proteção nem segurança alguma, são as vítimas invisíveis de um mundo cruel e desumano, silenciado em boa parte pela sociedade e ignorado praticamente pela Igreja. Seguidores de Jesus não podemos viver indiferentes ao sofrimento destas mulheres. Nossas Igrejas diocesanas não podem abandoná-las à sua triste sorte”. Compreende-se então porque Jesus disse: “Os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus” [Mt 21,31].
O fariseu que convidou Jesus era um homem profundamente religioso, mas não foi capaz de ultrapassar uma religião de rito. Assim só ocorre dentro de nossas comunidades: há muito rito e pouco empenho em transformação pessoal e comunitária da realidade. O farisaísmo ainda vigora sem peias.
Penso que uma atitude urgente de conversão que devemos tomar é a de acolher a pessoa humana como Jesus, olhá-la com o olhar de Deus e arrancarmos de nosso coração o preconceito que faz tanto mal. Preconceito contra as mulheres [que constituíam o grupo dos discípulos de Jesus!], contra outros grupos e movimentos. Buscarmos compreender o que se passa por dentro de cada ser humano bem como as motivações que os levam a assumir essa ou aquela postura na vida. Compreendermos cada um dentro de seu contexto de vida e ajudá-los a fazer um caminho de seguimento a Jesus. É essa a nossa missão, pois foi a missão de Jesus.
Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN

MANHUMIRIM, MG

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fotografias do jardim da Comunidade.

O jardim da Comunidade está muito bem cuidado!
Parabéns para a Fátima, zeladora da Igreja, e para o seu esposo Isaías Custódio, sempre ajudando.
























Comunidade comemorou o dia dos namorados.

O dia dos namorados foi comemorado com um jantar com música ao vivo, no restaurante do Paulo.
Foi uma noite muito agradável; Os organizadores estão de parabéns!


domingo, 9 de junho de 2013

CITAÇÕES BÍBLICAS SOBRE O DÍZIMO

“Pagarei o dízimo de tudo que me derdes, ó Senhor.” (Gn28,22)


O profeta Malaquias nos convida: “Tragam o dízimo completo para o cofre do templo... façam essa experiência comigo!”

“Contribuindo com o dízimo, estamos permitindo que o Corpo de Cristo seja cada vez participado.” (1Cor 12)

“Quando plantamos na Justiça, não há sobra nem falta.” (Ex.16,18)

“O Senhor disse a Moisés: Dizei aos israelitas que me façam uma oferta.

Aceitarei essa oferta de todo homem que a fizer de bom coração.” (Ex.25,1-2)

“Separai dentre vós uma oferta para o Senhor. Todo homem de coração reto trará esta oferta ao Senhor.” (Ex.35,5)

“Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa.” (Mal.3,10 e 11)

“Dirigia-se ao templo do Senhor Deus de Israel, oferecendo fielmente as primícias e os dízimos de todos os seus bens.” (Tob.1,6 e 8)

“Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria.” (II Cor.9,7)


saojoseosasco.com.br

domingo, 2 de junho de 2013

Papa condena conflito na Síria e aplaude avanços na América Latina

Francisco lembrou 'trágicas consequências' de guerra na Síria.

No sábado, Papa falou sobre conflito na Colômbia com presidente uruguaio.



O papa Francisco lembrou neste domingo (2) os muitos conflitos que ocorrem no mundo e condenou as "trágicas consequências" da guerra na Síria, ao mesmo tempo em que elogiou os recentes avanços obtidos na América Latina em direção à paz.
Durante a reza do Ângelus, na Praça de São Pedro do Vaticano, o papa argentino se referiu aos conflitos na América Latina sem citar nenhum concretamente. No sábado, Francisco abordou com o presidente do Uruguai, José Mujica, o conflito colombiano e o papel que a Igreja pode ter nas negociações de paz.
Papa Francisco durante o Angelus deste domingo (2) no Vaticano (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)
Papa Francisco durante o Angelus deste domingo (2) no Vaticano (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)

"No mundo há muitas situações de conflito, mas há muitos sinais também de esperança. Quereria encorajar e expressar meu apoio aos recentes passos conseguidos em vários países da América Latina rumo à reconciliação e à paz", disse Francisco.
Sobre a questão síria, o pontífice lembrou que a guerra segue "viva" e que isto o faz "sofrer" pela "preocupação com a persistência do conflito, que afeta especialmente a população indefesa e que deseja paz".
"Esta tormentosa situação de guerra leva consigo trágicas consequências: morte, destruição, problemas econômicos e ambientais, como também a praga dos sequestros de pessoas", afirmou o papa da sacada em uma ensolarada manhã de domingo, diante de uma praça lotada.
Obrigado Senhor.

Obrigado, Senhor, porque és meu amigo.
Porque sempre comigo Tu estás a falar.
No perfume das flores, na harmonia das cores e no mar que murmura o Teu nome a rezar.

Escondido tu estás no verde das florestas,
Nas aves em festa, no sol a brilhar.
Na sombra que abriga, na brisa amiga.
Na fonte que corre ligeiro a cantar.

Te agradeço ainda porque na alegria,
Ou na dor de cada dia posso Te encontrar.
Quando a dor me consome, murmuro o Teu nome e mesmo sofrendo, eu posso cantar.
Escondido tu estás...
9º Domingo do Tempo Comum [02 de junho de 2013]
Jesus veio para todos
[Lc 7,1-10]
nao sou dignoOs escritos lucanos enfatizam o universalismo da salvação. Seu evangelho é escrito para os gregos que se convertiam à fé cristã. E por ser ele mesmo proveniente do mundo helenístico. O relato do evangelho de hoje mostra claramente que Jesus veio para todas as pessoas. A salvação de Deus não se circunscreve ao povo de Israel, mas ela acontece para todo aquele que abre seu coração ao amor de Deus manifestado na pessoa de Jesus de Nazaré.
Este oficial romano, comandante de um pelotão de cem soldados (centurião), havia dado mostras de que não era como tantos outros comandantes que embrenhavam pelo caminho do mal. O evangelho fala que ele tinha um empregado doente a quem ele amava muito. Aqui vamos percebendo seu sentimento de compaixão. Não se tratava de um filho, por quem é natural um desvelo redobrado. Mas o fato de um comandante se preocupar com um empregado a ponto de procurar Jesus para curá-lo, ajuda a concluir que o coração desse homem parecia ser mesmo generoso.
Também os próprios judeus enviados pelo centurião dão mostras de que ele era um homem bom: “O oficial merece que lhe faças este favor, porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. Embora a Palestina estivesse sob o domínio romano, parece que este homem não se enquadrava no esquema daquela dominação insana. Tudo isso vai indicando um caminho trilhado em direção ao bem, à abertura à salvação.
O ponto culminante que mostra a humildade e a fé daquele homem foi sua atitude diante de Jesus: “Mandou alguns amigos lhe dizerem: ‘Senhor não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa... mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado’”. Esta atitude mereceu o grande elogio de Jesus: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.
A grande mensagem deste evangelho para nós hoje é a de reconhecermos que Deus tem várias formas de salvar as pessoas. Os caminhos são muitos. A salvação não está numa única instituição religiosa, como se fosse possível possuir o monopólio da salvação. Jesus é o único caminho que conduz ao Pai. Porém, as formas de encontrar esse caminho podem ser diversificadas.
Não podemos nos esquecer dos gestos de bondade do oficial do evangelho que o predispunham para abraçar a fé. Se a pessoa permanece com o coração fechado à prática do bem, fica muito mais difícil realizar um encontro salvífico com o Senhor.
É bom atinarmos para duas situações cruciais que atingem, em cheio, nossa sociedade: Por um lado existem aqueles que pensam que fora do catolicismo não há salvação. Por outro, há aqueles pensam que a salvação está na combinação de várias crenças [sincretismo]. Nenhuma dessas atitudes está dentro do universalismo da salvação. Deus salva aqueles que se abrem à sua proposta de salvação mediante um coração sincero e autêntico na situação e caminho em que cada um se encontra. Porém, cremos que Deus se manifestou na pessoa de Jesus Cristo para ser conhecido de maneira única. Quem tem a felicidade de conhecer Jesus Cristo tem a missão de ajudar os outros a fazer esse caminho de encontro com Ele.
Precisamos pensar e rezar um pouco mais nossa vida cristã. Por vezes ficamos acomodados em uma “vidinha de igreja”, julgando-nos salvos, sem preocupação com as necessidades dos outros, sem assumir na vida atitudes de bondade e de honestidade, como daquele oficial. Vivendo assim corremos o risco de ouvirmos de Jesus aquelas terríveis palavras: “Não vos conheço”. E diremos nós: “Mas, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Em teu nome que expulsamos os demônios? Em teu nome que fizemos numerosos milagres?” E ele nos dirá: “Afastai-vos de mim, vós que cometeis a iniquidade” [cf. Mt 7,22-23]. Estejamos, então, atentos à admoestação do Mestre de Nazaré: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus. Mas o que faz a vontade do Pai que está no céu” [Mt 7,21].
Aquelas palavras que revelam a humildade e fé do Centurião, continuam sendo proferidas pela comunidade cristã antes de participar do Banquete Eucarístico: “Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”. Ninguém é digno de comungar. Ninguém está preparado para comungar. Participamos da comunhão pela misericórdia de Deus. É Ele que nos salva. É Ele que nos purifica. É a bondade dEle que nos dá condição de entrar em comunhão com Ele pelo Pão consagrado. Tudo é graça! Tudo é misericórdia! A nós compete o empenho de fidelidade, de coerência, de comprometimento cotidiano com o Senhor que se entrega por nós.
Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN

MANHUMIRIM, MG