O Ano da Fé tem como objetivo alcançar uma
profunda renovação da fé cristã, em cada batizado e também na Igreja toda. Essa
renovação se faz necessária diante do “grande deserto no coração de multidões”
que mesmo batizados, se dizem ateus, ou dizem crer, mas na verdade vivem como se
Deus não existisse, ou como se Ele fosse desnecessário, diante de todos os
progressos na humanidade.
O propósito de renovação da fé é de levar de
volta para Deus, para uma comunhão com Deus em Jesus Cristo, para uma vida de fé
que ilumina e consolida uma vigorosa vida cristã, todos os batizados na Igreja
Católica.
A Igreja, povo de Deus, é formada por santos e pecadores. Os batizados “santos”,
pelo seu testemunho devem ajudar os pecadores a se converterem, a voltarem para
a comunhão com Deus e a viver uma vida cristã santa. Os batizados “pecadores”
são chamados a renovar a sua fé, a voltarem para Jesus Cristo, para serem
perdoados, libertados, curados e santificados. Também essa realidade é desejada
pelo Ano da Fé.
O Papa Bento XVI escreveu, a esse respeito: “ A renovação
da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos
crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria
vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio
Concílio, afirma: "Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não
conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo
(Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente
santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e
a renovação.
A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das
perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do
Senhor até que Ele venha (1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor
ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições
e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente,
o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz".
Vale a pena
reler estas afirmações do Papa. Para criar uma ideia sadia da realidade da
Igreja santa e pecadora.
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