Neste ano, 32 peregrinos participaram da Caminhada do Bom Jesus, que saiu de Alto Caparaó com destino a Igreja do Bom Jesus à meia-noite do Domingo. Em Alto Jequitibá nos juntamos aos peregrinos da Paróquia.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Deus tem preferência por quem mais precisa
24º Domingo do Tempo Comum
[15 de setembro
de 2013]
Deus tem preferência por quem mais
precisa
[Lc
15,11-32]
A ovelha perdida, a
moeda perdida e o filho perdido lembram o grande amor do Pai que sempre está em
busca, procura até encontrar. E encontrando, faz festa!
O pensamento
mercantilista da sociedade contemporânea jamais concordará com a atitude do
pastor: deixar as noventa e nove para buscar uma única que estava perdida. Diria
o mercantilista: “Ocupa-te com os ‘bons’, com os que ‘rendem’, pois com os
outros perdes teu tempo. Enfraquece-os e deixa-os morrer”. Essa mentalidade se
faz presente naquela ideia de que o padre ou o agente de pastoral não tem que
ficar visitando as vilas e favelas, os empobrecidos que não frequentam a igreja.
Devem-se ocupar do grande grupo. Não seria melhor que uma ovelha se perca do que
o rebanho todo? É a lógica do mercado. Bem lembrada a comparação: o motorista
não se preocupa com o que funciona bem no carro, mas com o que está com defeito.
Ainda existem em nós
atitudes farisaicas. Gostamos de resolver os ‘casos difíceis’ pela expulsão ou
repressão. Já Deus opta pela reconciliação.
O filho mais velho
representa aqui o fariseu que contabiliza suas práticas religiosas, mas mantém
um coração longe de Deus. Sabe cumprir os mandamentos, mas não sabe amar. Não
consegue entender o amor de seu pai para com o filho perdido e encontrado. Não
acolhe nem perdoa. Não quer saber de seu irmão. Aliás, nem o reconhece como
irmão: “Este teu filho”, diz ao pai. Como se dissesse:
“Não é meu irmão”. E o pai se dirige a ele com toda ternura: “Meu filho, tu
estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu”.
O filho mais velho
nos interpela, a nós que acreditamos viver juntos do Pai. O que estamos fazendo
que não abandonamos a Igreja? Será que não estamos apenas cumprindo ritos e
tarefas, talvez com medo de ir para o inferno, ou apenas por formalidade social
e para manter a tradição: “Meu pai era católico... e me batizou na Igreja
católica!” E a vida continua como se a religião não fizesse nenhuma diferença no
cotidiano.
Precisamos reconhecer
a alegria de estarmos sempre na presença de Deus, de podermos experimentar o seu
amor. Sejamos como o pai que se alegra com a volta do filho que se afastou.
Ajudemos as pessoas a encontrar o caminho de volta para a casa patern.
Aliás, um elemento
significativo das três parábolas deste domingo é a alegria do reencontro. E uma
alegria compartilhada com amigos e vizinhos. O único que se aborreceu foi o
filho mais velho. Aquele que se julgava dentro de casa, que estava com o Pai.
Mas não estava, visto que visava recompensa, e não vivia na gratuidade. Vivia
pela lei e não pelo amor.
A alegria da volta à
casa do Pai deve ser um distintivo de nossa vida cristã celebrada em comunidade.
As ofensas que por vezes ocorrem precisam ser perdoadas para que nossa vida de
comunidade possa ser celebrada com mais alegria. Dá o que pensar a observação de
Leonardo Boff: “As pessoas de hoje não aceitam mais uma Igreja autoritária e
triste, como se fosse ao próprio enterro. Mas estão abertas à saga de Jesus, ao
seu sonho e aos valores evangélicos”.
Como lidamos com os
afastados da comunidade? Qual tem sido nossa ação missionária junto dos mais
pobres e abandonados? Com quem temos sido mais parecidos: com o Pai? Com o filho
mais velho? Com o filho mais novo?
Pe. Aureliano de Moura Lima,
SDN
MANHUMIRIM,
MG
Papa Francisco busca o fim da retórica de confronto
POR REINALDO JOSÉ LOPES.
Por mais que Francisco reverencie a memória de seus predecessores, fica muito difícil não ver o contraste com a cruzada de João Paulo 2º contra o aborto e a maneira como o papa polonês condenava a "cultura da morte" do mundo moderno; ou a diferença de estilo com Bento 16, o qual, como teólogo, aceitava mais ou menos de bom grado a ideia de que os cristãos estavam destinados a se tornar uma simples "minoria criativa" num mundo cada vez menos religioso.
O papa argentino, por outro lado, quer atrair o máximo possível de pessoas de volta ao seu rebanho ou, no mínimo, de volta a algum diálogo com a igreja. E ela deve ser "um lar para todos, não uma pequena capela capaz de abrigar apenas um grupo seleto de pessoas", como ele declarou.
Na entrevista, Francisco usou uma imagem ainda mais impressionante, a da igreja como um "hospital de campanha", que tem de saber acolher todos os que estão na "UTI espiritual", por assim dizer.
Essa metáfora talvez seja a chave para entender as declarações do pontífice latino-americano sobre o aborto e a homossexualidade. Mais de uma vez, ele ressaltou que sua abordagem "compassiva" não contradiz o que está estabelecido no catecismo da Igreja Católica. Portanto, não se deve esperar uma bula papal aprovando casamentos de homossexuais em cerimônias celebradas por padres ou declarando que o aborto não é pecado, por exemplo.
Mas Francisco deixou claro que a "obsessão" da hierarquia católica com o debate político em torno desses temas deixou em segundo plano o que ele vê como mensagem central do
Evangelho: o amor e a misericórdia de Deus. É isso o que "acende um fogo no coração" das pessoas, disse ele, citando o Evangelho de Lucas. Para o pontífice, esquecer isso faz com que a igreja pareça incitar o ódio contra os homossexuais, o que ele condena.
Do ponto de vista político, é significativo como o papa faz referências a alguns dos grandes ícones da era do Concílio Vaticano Segundo, encontro de todos os bispos do mundo que iniciou um processo de modernização da Igreja Católica.
Brincando a respeito de seu próprio autoritarismo quando chefiava os jesuítas argentinos, ele defendeu diálogo mais constante e franco entre os bispos e a cúpula do Vaticano e ressaltou que, em última instância, os protagonistas da igreja são os fiéis, e não a hierarquia. Criticou quem se apagava de maneira "ideologizada" a tradições como a missa em latim.
Para quem espera mudanças institucionais rápidas de Francisco, o ponto fraco da entrevista talvez seja sua disposição em não se apressar.
"Creio que sempre seja necessário tempo para implantar as bases de uma mudança verdadeira e eficaz. E este é o tempo do discernimento."
domingo, 1 de setembro de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)